Claro que o Android é livre. “Livre” está no top 4 palavras mais genéricas do universo logo após “pop”, “rock” e a expressão “pop/rock”. O fato é que liberdade é relativa, você não pode simplesmente interpretá-la da forma que você quiser.
A liberdade do Android não é pra você. Não é ter mais apps gratuitos, ter código aberto ou ser desenvolvido por um consórcio. Não é poder aplicar ROMs customizadas no aparelho ou nada parecido. A liberdade do Android não é para os usuários.
Você não pode fazer o que quiser com o Android, ele não tem tudo que você precisa e nada nele é magia, apenas tecnologia. *Editor, por favor insira uma imagem da Feiticeira aqui*.
Quem tem liberdade são as fabricantes, que podem moldar o sistema operacional como bem quiserem. São as operadoras, que podem compreender como a stack de software de telefonia do aparelho funciona, que podem realizar modificações no aparelho antes de enviá-lo para o usuário. São os desenvolvedores que podem criar aplicativos para a plataforma.
FUI ENGANADO CADÊ MINHA LIBERDADE.
Talvez, ao invés de dizer “meu Android é livre chupa essa manga” o ideal seja dizer “meu Android é uma jogada genial do Google pra ganhar apoio de um exército de empresas e acelerar o desenvolvimento de uma plataforma única em tempo recorde o que faz esse sistema ter um maior potencial de crescimento”, mas provavelmente você não terá pulmões pra falar tudo isso sem algumas vírgulas.
