Após o colapso da web 2.0, o nascimento da web 3.0, a vingança da web 4.0 e os subsequentes estouros das webs 5.0, 6.0 e 6.2 a nova tendência na web 7.0 é o controle de identidade.
Ok, vamos deixar os números de lado porque isso é coisa de gente tosca. E nós não somos homeopatas.
Identidade na web? Que merda é essa?
Ninguém sabe ainda. Depende. Varia. Tava impedido. As discussões são muitas.
Por muito tempo você poderia resumir sua presença online com um email. E o email é legal porque ele é uma tecnologia relativamente padronizada. Apesar das óbvias diferenças, o GMail e o Hotmail por exemplo trabalham com o mesmo conjunto de protocolos.
O Twitter, Facebook, Orkut e VilaDosComputador por outro lado são novas fontes de identidade na interwebs. Pessoas já colocam @fulano no cartão de visitas, logam em tudo quanto é site usando Facebook Connect e por aí vai.
Um lado bom dessas redes mesquinhas é que deixamos aquela web jurássica pra traz. Há pouco tempo atrás as poucas páginas na internet eram publicadas por empresas ou magrelos fedidos atrás de um PC velho, e a galera toda tinha que se contentar com os emails. Hoje qualquer semi-analfabeto consegue publicar conteúdo na internet com uma URL exclusiva usando uma rede social.
URL exclusiva, a palavrinha mágica
“A identidade na internet está movendo de um email arroba algumacoisa pra uma url barra alguma coisa” -Eu mesmo disse isso rs
As URLs tem um papel importante na Web Semântica (que é um conjunto de tecnologias muito bacana, leia mais aqui): elas fazem tudo. Tudo na Web Semântica gira em torno de URLs, e qualquer informação em qualquer nível de granularidade tende a ter uma URL nesse tipo de ambiente. Diga-me tua URL e direi quem tu és. HEHEHEHE.
O lado ruim de escolher uma URL de uma rede social para centralizar sua presença online é que nenhuma dessas redes hoje em dia segue protocolos padronizados para publicação das suas informações, ao contrário do que os emails faziam na web triássica.
Existem passos interessantes na direção de um perfil centralizado mais tecnologicamente cheiroso, como o flavors.me e o brasileiro MeAdiciona. Ambos centralizam informações de diversos serviços, e o primeiro até expõe alguns dados usando o Open Graph Protocol (uma iniciativa do Facebook para parecer bonzinho), mas isso é pouco em relação ao potencial da Web Semântica.
Alguns desenvolvedores criaram ferramentas para você publicar seu próprio perfil online, mas pra isso você precisa de hospedagem, registro de domínio, muita paciência e 5 pontos na skill burocracia. Esse aqui por exemplo é um perfil criado com a ferramenta My Semantic Profile, que pode parecer feio para olhos humanos, mas é tecnologicamente muito bonito.
O legal de padronizar perfis é que no futuro será possível importar e exportar dados entre os geradores de perfis, redes sociais e serviços na web. Se você decidir migrar de um serviço para outro, poderá simplesmente transportar os dados.



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